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Cris Romagna festeja o lançamento da música ‘Cadê Você’

Cris Romagna - Crédito: Divulgação
Cris Romagna - Crédito: Divulgação

Cantor explica como foi o processo de criação do seu novo single, que é um dueto com Anna Pêgo

O cantor Cris Romagna está repleto de novidades para seus fãs. Nesta sexta-feira, 20/08, ele lançou a música Cadê Você, que faz parte do EP homônimo e é o último lançamento deste projeto. A canção é uma parceria com a cantora mineira Anna Pêgo.

Para o lançamento, ele criou uma divulgação pensada nos mínimos detalhes. O artista preparou uma estratégia phydigital, que é um kit composto por uma carta personalizada, um copo de cerâmica artesanal, um café especial e um cartão portal, que contém uma tecnologia que permite que os fãs vejam uma espécie de miniatura em holografia do cantor.

Confira aqui a entrevista com o cantor Cris Romagna sobre a sua nova canção:

-Como foi o processo de criação da música Cadê Você?

– Angustiante. (risos) Precisava apresentar uma música sobre a minha própria inspiração. No português a gente que não usa tanto, mas o tema desse projeto vem sempre em inglês, e era muse. Isso seria sexta pela manhã cedo e eu peguei o avião de Porto Alegre pra São Paulo na quarta à noite e ainda não tinha nada. Fiquei pensando que sairia algo em breve, mas na quinta o dia foi passando e nada da minha inspiração pintar. Pra resumir a angústia, estava no quarto à noite era umas 20h e estava apavorado já com o violão no colo. Resolvi cozinhar alguma coisa e, na cozinha, comecei a passar do preocupado pro nervoso, brabo na verdade. Aí comecei: “meu, justo hoje que eu preciso, e é sobre você, você não chega! Cadê Você?”. Nesse instante deixei tudo como tava e corri pro quarto e chamei uma conversa com ela na própria melodia: “Ter espero, talvez você queira, talvez você venha, sempre tão fugaz…” e aí a primeira parte surgiu de uma chamado. A segunda parte é quando ela resolve aparecer, mas não garante que vai ficar, então, Cadê Você é tensão ao encontro. É aquele breve momento que pode durar o infinito e fica eternizado na canção.

-A canção tem um significado especial para você?
– Muito. Ela trouxe um jeito de cantar que não tinha experimentado. Isso só aconteceu porque letra e melodia permitiram a descoberta de uma voz, que até então, era pouco familiar pra mim. E eu simplesmente amei cantar tão próximo. Claro que nas outras canções do EP da pra ouvir isso, mas Cadê Você aconteceu antes na ordem cronológica das composições. Também é primeira canção que lanço com uma participação especial.

-Como surgiu a ideia de fazer o lançamento com uma tecnologia inovadora?
– Eu me envolvo completamente na criação dos lançamentos. A criação precisa de carinho e atenção. Design, fotos, arranjo, tocar os instrumentos, acompanhar meus amigos no estúdio, como vamos apresentar uma obra pro mundo, qual o sentimento que passamos com ela. Amo o processo. A tecnologia de Realidade Aumentada (AR) chegou naturalmente, aquelas coisas que acontecem quando você deixa o fluxo. Fui apresentado pra uma pessoa do Studio Acci, através da Carol Garcia, que adorou o projeto e se ofereceu pra criar um Cris em holograma pra tocar dentro da casa das pessoas. Na real, não entendi tão bem do que se trataria e só fui concordando (risos). Talvez a arte precise do crer pra ver, ao contrário do ditado. Pessoas especiais chegam pra compor e elevar o nível das ideias, nisso que eu acredito: em pessoas.

– Na nova música, você faz dueto com a cantora Anna Pêgo. É a primeira vez que trabalham juntos?
– Sabe aquela coisa que tava alí, só esperando o momento pra rolar? A história é que estávamos com a faixa gravada e precisávamos lançar, mas não tínhamos a voz feminina que representaria a minha musa inspiradora. Liguei pro Túlio Airold que produz minhas músicas e disse: e aí, quem vai ser a voz em Cadê Você. Tínhamos cogitado alguns nomes, mas o mercado de participações passou por um momento de saturação. Ele me disse: “mano, surgiu uma cantora aqui, mas ela não tem nada expressivo lançado mas eu acho a voz dela incrível”. Vou te mandar e você escuta e me fala”. Recebi um vídeo de YouTube dela e não escutei de imediato. Lembro como se fosse hoje: dia seguinte, no café da manhã, dei um play no vídeo e nem precisei mais que 10 segundos, sabia que seria ela, inclusive porque a música estava no tom da Anna. Ia rolar, eu ouvi a voz dela na canção, sabe?! Aí pedi pro Túlio perguntar se ela topava. À tarde ela já me mandou uma guia cantada lindamente, sem brincadeira, foi mágico. O resto vocês podem escutar na Cadê Você!

-Como o público reagiu ao seu Kit de lançamento? Você já ouviu uma experiência que te marcou?
– Olha, eu esperava que fosse ser legal, mas não esperava que tivesse tanto impacto positivo. Teve muitos depoimentos de quem presenteou outras pessoas e recebeu áudios e mensagens realmente emocionantes e elas me encaminhavam. Teve uma experiência que a pessoa recebeu o KitLeva de um outro amigo e o marido estava numa situação desacreditada por causa da Covid. No início desse mês, encontrei esse meu amigo que enviou e essa pessoa estava com ele. Quando cheguei, ela não me conhecia pessoalmente, eu vi que ela perguntou algum coisa pra ele. E ele acenou que sim com a cabeça. Ela chegou e disse: Cris você não tem noção do quanto a sua música me faz bem. Estava num dia de chuva e recebo esse carinho. Chorei muito abrindo o KitLeva, cada detalhe, mas era um sentimento bom. Já conhecia tuas músicas e, quando eu chegava das visitas no hospital o único alento que eu tinha era tomar um banho e para um momento pra escutar a tua voz. Tu tem noção do quanto tua voz acalma? Bem, não preciso dizer que foi duro não chorar…

-Você lançou seu primeiro disco há seis anos. Como você vê a sua evolução musical nestes últimos anos? O que mais mudou nas suas canções?
– O ISO (2015) foi o início da careira solo. Muita água rolou. Acho que mudou tudo. Mas o que mais me marca é o jeito de cantar, estou numa fase em que não tenho preocupação, cantar é um prazer.

– Estamos vivendo em uma pandemia. O que você mais aprendeu com este período?
– A pandemia mudou tudo. Mudou o jeito de nos relacionarmos. Quando vejo depoimentos como o que falei aí em cima, não posso ignorar a responsabilidade de fazer música. No início da pandemia fiz algumas canções menos esperançosas, mas sempre com a reflexão se era isso que eu queria passar. Depois segui falando sobre o que me atravessava e foi impossível não ser atravessado pela pandemia. É real, muita gente sofrendo, por isso, minha opção por pincelar de luz… sempre que possível.