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Sandy lança novo EP com clipes que se conectam

Cantora aposta em músicas atemporais para expressar o que sentiu na pandemia

Priscilla Comoti Publicado quarta 14 outubro, 2020

Cantora aposta em músicas atemporais para expressar o que sentiu na pandemia
Sandy em clipe do EP 10:39 - Divulgação

A cantora Sandy retomou a carreira solo com o lançamento de um projeto especial, feito totalmente durante a pandemia do novo coronavírus: um novo EP. O projeto traz uma nova versão da música Tempo, e duas releituras de outros artistas, Piloto Automático, de Supercombo, e Lua Cheia, de 5 a Seco. A artista criou uma narrativa que conecta as três canções para expressar o que sentiu e assimilou do período de isolamento social.

Chamado 10:39 – que é uma referência ao tempo que dura o projeto completo -, o novo EP de Sandy conta com três clipes, que foram gravados em um haras no interior de São Paulo com todos os cuidados necessários durante a pandemia. “Eu senti esses três clipes como uma catarse, eles fazem um desenho do que foi essa pandemia para mim, do que está sendo essa quarentena. Daquele momento em que você está completamente perdido e sem controle da situação. Eu me descobri no meio daquela mata, eu abri o olho e estava ali, em um lugar que eu não sabia onde era, o que era, o que eu tinha que fazer... E aí, de repente, eu vejo tudo isso e começo a me conectar com as minhas emoções e começo a sentir as coisas, a entender também. E quando a gente entende as coisas é que vem as emoções”, afirmou ela.

E completou:“Assim como a pandemia é uma exceção na nossa vida, esse EP também poderia ser como uma exceção. O que vai ser daqui pra frente? Eu não sei. Eu não sei se eu vou continuar nessa onda, mas eu sei que eu me identifiquei muito. Se eu pudesse me traduzir em forma de música seria isso agora, com essa cara, com esses arranjos, com esse jeito de cantar e essa maneira de olhar”.

As músicas do novo EP já estão disponíveis nas plataformas digitais e os clipes serão lançados às 11h desta quarta-feira, 14/10. Inclusive, a cantora tem um dica para os fãs: "Eu fiz com a intenção de que as pessoas vissem os três clipes juntos. Eu adoraria que quem fosse assistir pela primeira vez, pelo menos, que visse os três clipes juntos e que escutasse as três músicas na sequência, e por isso o EP chama 10:39, ele é o nome do tempo que dura, ele é uma coisa só, uma unidade", contou. 

Sandy

Saiba mais sobre o novo EP de Sandy:

UM PROJETO QUE NASCEU NA PANDEMIA

“Tive a ideia durante a pandemia, a quarentena, justamente pela necessidade de expressar o que eu estava sentindo em relação a tudo isso. Eu acho que o que está acontecendo com o mundo muda o nosso olhar para muita coisa. Eu comecei a escutar certas músicas de uma maneira diferente, como eu nunca tinha escutado antes, e essas músicas me emocionaram muito. Eu senti que tudo o que eu falasse neste momento, eu estava correndo o risco de cair no clichê ou de não ser suficiente na minha expressão. Eu senti nessas músicas o que eu queria dizer, elas me tocaram de uma maneira diferente, e eu resolvi dar a minha leitura, a minha versão, mais pessoal. Uma coisa que me colocasse, que pudesse me expressar de uma maneira que eu me sentisse suficiente e mais completa”

“Como eram 3 clipes e eu não queria estar muito exposta e não queria expor muito a minha equipe, eu condensei tudo em duas tardes. Eu fui para uma fazenda, um haras onde trabalha um amigo de infância meu... Foi tudo muito pessoal porque a pandemia está fazendo isso com a gente, tudo a gente faz em casa, tudo a gente se vira, a gente cuida sozinha, a gente dá um jeito. A gente trabalha com o mínimo de pessoas possível para poder minimizar os riscos. A gente achou essa fazenda, e ele super se dispôs a ajudar a gente, foi no Haras Três Rios. E chamei essa equipe do Douglas Aguillar, que é super meu amigo também, eles fizeram uma visita de locação para saber como explorar aquele espaço e eu já tinha em mente qual era o tipo do cenário que a gente queria, com as árvores altas, eucaliptos. E a gente achou esse lugar e fizemos tudo em dois dias. Fizemos dois clipes em um dia e o terceiro no outro, com alguma coisa que tinha faltado do primeiro dia. Foi tudo rápido, muito agilizado. As músicas eu gravei em dois dias diferentes, mas o tempo de produção é maior, a questão dos arranjos, foi tudo feito aqui em casa, no nosso estúdio, a gente gastou todo o tempo nisso”.

ESCOLHA DA MÚSICA 'LUA CHEIA' PARA O EP

“Eu coloco música para qualquer coisa, e se eu estou sozinha principalmente, eu coloco a música para tomar banho, para fazer ioga, pra trabalhar no celular, responder mensagem... E estava tocando o disco da 5 a Seco, que é essa banda incrível que eu amo e que fez essa música. E quando eu ouvi essa música durante a pandemia, é a maneira como a gente olha para as coisas que muda, eu ouvi diferente essa música. Essa música sempre me emocionou, eu sempre achei linda, uma das minhas preferidas, mas dessa vez eu comecei a me arrepiar e começou a vir lágrimas nos olhos e o Lucas estava comigo. Eu falei: 'vem aqui, para tudo, ouve essa letra comigo'. E ele ouviu e ficou: 'caramba, o que é isso?'. Eu preciso fazer alguma coisa com essa música. E demorou para a gente conseguir desenvolver o que a gente queria para essa música”.

ESCOLHA DA MÚSICA 'PILOTO AUTOMÁTICO' PARA O EP

“Eu conheci essa música quando eu fiz o Superstar, foi o primeiro projeto no qual eu trabalhei depois da licença-maternidade. Eu fui jurada dois anos seguidos, e lá eu conheci a banda Supercombo, o Lucas já conhecia o trabalho deles e eu fui conhecer mais. Eles são uma banda muito boa e são ótimos compositores. Eu já me apaixonei bastante por essa música naquela época, para mim era a favorita do trabalho deles, e de vez em quando eu ouvia e achava legal. Mas quem chamou a atenção para essa música foi o Lucas neste ano. Foi ele que lembrou dela. A gente estava falando de mensagem, do EP, e ele lembrou dessa música”.

2020 ERA PARA TER UMA TURNÊ

"Esse projeto não é o que eu tinha imaginado para esse ano. Eu tinha outros planos para esse ano. Estava todo traçado o meu plano. Eu tinha uma turnê que ia começar em agosto, era para eu já estar na segunda metade da turnê... É triste, mas a gente teve que aprender a se virar. Todo mundo teve que aprender a se virar e a se reprogramar. Eu confesso que foi triste, quando eu faço planos e começo a imaginar os meus projetos, o que eu quero fazer, como eu sou muito apaixonada pelo que eu faço, eu já me apego logo, então foi muito triste porque o ano passado todo eu fiquei no projeto Sandy e Junior, então eu me doei para aquilo e estava ansiosa para voltar pra minha carreira solo e aí eu não pude, não pude fazer show. De alguma maneira eu trabalhei, porque fiz as lives, eu tenho consciência de que fui privilegiada, de poder me expressar artisticamente, eu tive muitas chances, foi um ano bom de trabalho para mim. Porém, nessas condições que a gente não escolhe. E aqui nessa maneira meio amarrada na pandemia, eu senti a necessidade de fazer alguma coisa, que eu pudesse fazer nesse momento e eu sabia que não seria aquele projeto principal de retomada da carreira solo. Por isso eu falei que era uma brecha, como uma licença poética, mas nas circunstâncias que estamos, é o meu projeto do momento em que eu faço 10 anos de carreira, por esse lado ele pode também ser encarado como um projeto especial como um projeto simbólico, até porque eu sou uma pessoa que me expresso plenamente nos meus trabalhos, eu sempre coloco a minha alma. Eu faço isso, eu só sei fazer assim, então é muito eu. Ele me representa. Então sim, é um projeto especial, que me representa nesse momento em que, coincidentemente com a pandemia, eu faço 10 anos de carreira de solo”.

Sandy

Último acesso: 03 Dec 2020 - 22:05:53 (1050035).